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A culinária no antigo testamento- celebrações bíblicas!

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  O grande livro do cristianismo para além de definir o caminho espiritual de milhões de pessoas ao longo da história, independentemente das diferentes interpretações religiosas, é um conjunto de documentos de grande importância para explicar a evolução dos hábitos alimentares na época antes e depois de Cristo.    Embora a demarcação geográfica dos acontecimentos seja limitada a uma determinada zona do planeta, no livro do novo testamento escrito depois do nascimento de Jesus Cristo encontramos alusões a uma gastronomia bastante variada fruto certamente da expansão romana e do embate de culturas acontecido durante as mesmas.   A ARCA DE NOÉ  No livro dos Génesis, que explica o início de tudo

Histórias de pão, azeite e vinho!

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  Imagem da internet A bíblia está recheada de histórias de refeições e banquetes; faz referência a manjares exuberantes, mas na descrição das receitas, os redatores pouparam-se na escrita… detalhes sobre a preparação dos petisco e sabores da época são escassos.   No centro do estilo de vida cristã e judaica, marcado pelas culturas de leste, encontramos as duas refeições principais, o almoço e o jantar muitas vezes apregoado como a refeição do pôr-do-sol; a primeira é marcada pelo encontro da família ao meio dia e a refeição do fim da tarde é o encontro com os convidados.   No Antigo Testamento são muitas as referências a ossos mas num sentido mais figurativo como imagem de um destino fatal; quanto aos restos de cozinha e de plantas, das diversas descrições correntes depreende-se que a base da alimentação seria pão, azeite e vinho!   O vinho é usado principalmente para interromper a fermentação da água da chuva guardade nos reservatórios e destinada ao consu

O Molho Inglês-No segredo dos deuses!

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picture by Caroline Attwood   A designação “Molho Inglês” ou “Worcestershire” é reconhecida em todo o mundo; com 25 milhões de litros vendidos anualmente, faz parte de toda a cozinha privada, de restaurante ou hotel que se preze, mesmo em bares ele é imprescindível. Que seria um bloody mary sem umas gotas de molho inglês?   A sua descoberta deve-se, no entanto, ao destino e ao mau gosto de um Lord inglês. No século passado John Lea e William Perrins geriam pacatamente em Worcester na Broad Street uma pequena farmácia, até que um dia, corria o ano de 1835 foram solicitados por Lord Marcus Sandys que lhes apresentou uma receita para um molho ao seu gosto. Os ingredientes eram tão exóticos que o citado Lord, na altura Governador de Benguela, esperava com a ajuda dos farmaceuticos conseguir preparar o molho que conhecera no desempenho da sua atividade diplomática.    Os dois dedicaram-se ao trabalho misturando os ingredientes conforme a receita, mas curiosos,

Os códigos “E”, o pão nosso de cada dia

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  Não é novidade para ninguém que a conservação alimentar tem sido alvo, desde sempre e em todas as gerações de um cuidado acrescido; já os povos romanos utilizavam formas, embora rudimentares de conservar os géneros alimentares.   A natureza já não é o que era. Os produtos que hoje em dia nas montras naturalmente nos aguçam o apetite muito pouco têm de natural. O pão nosso de cada dia passaram a  ser os corantes  ( E100 a E 199), os conservantes ( E200 até E299), os àcidos (E300 até E399), as  gelatinas e emulgadores (E400 até E499); se juntar-mos a estes os adicionantes de sabor (E600 até E699) e os adoçantes (E900 até E999) não será difícil concluir que passamos a vida a digerir mais que uma sopa de letras uma sopa números.   O que são estas identificações E (qualquer coisa)?   Não são mais que códigos de substâncias aditivas criados pela União Europeia para designar e autorizar a alteração da constítuíção normal de produtos, que no entanto, e obrigatoriam

ESPARGOS… uma história secular!

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  Imagem de Couleur auf Pixabay   Valerá a pena descrever esta planta que todos conhecem? Questionava-se Alexandre Dumas no seu Grand Dictionnaire de Cuisine no ano de 1870.   O autor de «O conde de Monte Cristo» e «Os três Mosqueteiros» entre outros, na sua sucinta explicação entendeu por bem omitir a descrição de uma planta que todos devem conhecer há mais de 2000 anos!   Embora tenham sido reservados até há algumas décadas, a uma elite principalmente, os espargos têm conquistado o coração e estômago dos consumidores.   Encontramos a primeira referência a esta maravilhosa planta no livro «De Agri Cultura» do escritor romano Cato, datado do ano 150 antes de Cristo. Nessa altura, como hoje, os espargos só podiam ser recolhidos na terceira primavera…   O espargo (Aspargus Officinalis) é uma planta, um arbusto que se desenvolve durante vários anos, da qual a parte de cima pode atingir até 2 metros acabando por morrer no outono; na primavera e através das

O CAFÉ-Uma viagem longínqua... com trajetos inesperados...

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Os países na região equatorial oferecem as melhores condições para o desenvolvimento da planta do café; dia e noite um clima ameno, sem grandes diferenças de temperatura, com sombra e precipitação ao gosto da planta, que pode atingir até 3,5 metros de altura. A Etiópia é reconhecida como o país ideal, com todas as condições para a produção de café, dali parece também ter partido a conquista da Europa há mais de mil anos.   Arábica ou Robusta? Não lhes diz muito pois não? Na maioria dos casos é a combinação destes dois tipos de planta que dá origem à mistura ideal para um café saboroso de sabor perfeito!   As características do terreno, clima, humidade influenciam como em tudo o que a natureza nos dá, os aromas finais da planta do café, e são muito mais complexos que outra bebida já de si muito complexa; o vinho.   A planta do grão arábica prefere a altura a partir de 900 metros onde se desenvolve lentamente dando tempo ao grão para reforçar o que será o aroma final; quanto à planta ro